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terça-feira, 11 de março de 2014

PERIGO: A lagarta do Pinheiro!!!

A Processionária (Lagarta do Pinheiro), pode originar graves problemas de saúde pública, devido à acção urticante dos pêlos, que provocam alergias ao homem e animais domésticos. As reacções alérgicas dão-se normalmente ao nível da pele, do globo ocular e do aparelho respiratório, podendo provocar enfraquecimento e vertigens e em situações extremas levar à morte.

A Thaumetophoea pityocampa, vulgarmente conhecida como Lagarta do Pinheiro ou processionária é uma espécie com grande impacto negativo em pessoas, em animais, bem como, nos próprios pinheiros. Encontra-se muito vulgarmente em Portugal devido à presença dos pinheiros nas nossas manchas florestais.

Fonte: Google
Entre Janeiro e Maio, as processionárias abandonam o pinheiro para se enterrarem no solo, na sequência do seu ciclo de desenvolvimento. Deixando o seu hospedeiro em fila como uma procissão (daí o seu nome) dirigem-se em direcção ao solo onde irão continuar o seu desenvolvimento.
Estas lagartas possuem 8 receptáculos com cerca de 100.000 pêlos urticantes, ao mover-se abre estes receptáculos libertando milhares destes pêlos e aumentando a possibilidade de intoxicação de uma pessoa ou de um animal que entre em contacto com eles. Os pêlos agem como agulhas, injectando as substâncias tóxicas na pele ou mucosas. As crianças por brincadeira e, os cães devido a cheirarem ou morderem as lagartas movidos por curiosidade natural, são os principais afectados.
Fonte: Google
Caso tenha pinheiros em casa ou nos arredores deve ter alguns cuidados, uma vez que o contacto com as lagartas pode, como já foi referido, causar graves problemas de saúde. Assim, caso detecte ninhos em pinheiros de sua propriedade estes deverão ser destruídos, de forma alguma deve entrar em contacto com eles. Os ninhos devem ser queimados com os cuidados necessários para evitar incêndios e deve colocar-se para que os fumos da combustão não o atinjam pois são igualmente tóxicos.
Instalação de armadilhas.
Remoção de ninhos.

Combate químico - pulverização direta.

O que fazer em caso de contacto com o animal?

Caso tenha sintomas de prurido, prurido ocular, espirros, dificuldades respiratórias, náuseas, vómitos, sensação de desmaio ou outras manifestações associadas, o recomendado é dirigir-se a um hospital para receber tratamento hospitalar.

Não deve aplicar pomadas ou tomar qualquer medicamento. Se quiser, pode lavar ou passar água na zona afetada para aliviar os sintomas.


 

O caso da Shiva - Relato da experiência


A minha cadelinha Shiva foi atacada por estes bichos. Na altura ela tinha três meses de idade, fazia pouco tempo que eu a levava à rua (só comecei a sair com ela depois de levar as vacinas obrigatórias no veterinário).
Eu não fazia ideia que haviam estes bichos perigosos na rua. No dia 23 de Março de 2013, eu fui passear com ela para uma clareira com muita relva, porém, rodeada de pinheiros. Nós brincámos muito, eu soltei-a e levei a bolinha preferida dela. Quando chegámos a casa de imediato eu notei que ela estava muito quieta, as bochechas pareciam um pouco inchadas e ela começou a salivar muito. Eu abri a boca dela para ver se tinha lá algo, mas não, apenas estava inchada e com muita baba. 
Eu pensei que pudesse ser algum tipo de envenenamento. Como ela tinha apenas 3 meses, metia o nariz em todo o lado e queria pôr tudo na boca.

Quando cheguei ao veterinário, de imediato a médica ficou muito aflita porque percebeu de imediato o que se passava. Só nessa altura é que eu fiquei a saber o que eram as lagartas do pinheiro.
De imediato anestesiaram a Shiva para lavar a língua com água e um desinfectante. O que eu assisti foi horrível, fiquei mal disposta e quase desmaiei no consultório. O veneno libertado pelas lagartas é um veneno que apodrece a carne e mata as células em muito pouco tempo (necrose). A ponta da língua da Shiva estava roxa escura, já apodrecida. Ao lavar com cuidado, a pele saía e vinha agarrada à compressa esterilizada, parecia um filme de terror.
Depois disso, ela teve que tomar antibióticos e outros medicamentos para combater o veneno. A Shiva teve que passar a noite no veterinário. Foi a primeira noite que passou sem mim. O internamento foi necessário porque a médica veterinária disse que ainda teria que fazer mais lavagens à língua, tinha que ter a certeza que a Shiva não teria engolido a lagarta e iria fazer os possíveis para lhe salvar a língua.
Nos casos mais graves, os cães podem perder a língua (não é amputada, simplesmente apodrece e acaba por cair), podem cegar quando o veneno entra em contacto com os olhos e para aqueles que engolem a lagarta, podem morrer.

Felizmente, no dia seguinte, quando fui buscá-la, já à tarde, a Shiva tinha recuperado a sua vitalidade e estava muito contente por me ver. A veterinária já sabe que eu trato muito bem dos animais que tenho e então deixou-me levá-la para casa. No entanto, durante mais de uma semana, eu mesma tinha que fazer as lavagens à língua da Shiva e administrar-lhe os medicamentos necessários. As perspectivas eram muito boas. Voltei lá algumas vezes para a médica se certificar de que estava tudo bem. A Shiva tornou-se muito querida de toda a equipa da Clínica Veterinária de Santo André pois  mostrou-se ser uma grande lutadora. Deixo aqui o meu profundo agradecimento à equipa da clínica porque já se mostraram verdadeiros profissionais em muitas ocasiões. Ela esteve a correr risco de vida mas deu a volta por cima e recuperou tão bem que apenas ficou sem uma pontinha da língua. A filhotinha de Labrador venceu a lagarta do pinheiro.

A língua da Shiva alguns dias depois, a recuperar.

Hoje, 1 ano depois, a Shiva não vai à rua nesta altura do ano apenas por precaução. Quando saio com ela é para locais que são 100% livres de pinheiros nuns bons quilómetros. Sempre que vejo pessoas a passearem os seus cães nesta altura do ano eu aviso sobre a lagarta do pinheiro. A maioria dessas pessoas também desconhecem esse bicho tão perigoso para nós e para os nossos melhores amigos.

Peço, por favor, que partilhem esta mensagem. Todos merecem estar informados para evitar problemas maiores, quer com os seus cães, quer com as suas crianças.
Felizmente a Shiva teve um final feliz, mas há muitos que podem não ter essa sorte. Vamos consciencializar e informar!


Eu e a Shiva.

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