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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Auto-Confiança | A minha conquista


Faz hoje exactamente 2 meses e 1 dia desde que eu cheguei a Inglaterra. Muitas coisas se têm passado na minha cabeça desde então e por isso mesmo eu vou contar-vos um pouquinho dos meus sentimentos e do que se tem passado.

Antes de planear a minha vinda para o Reino Unido eu sempre dizia que nunca iria imigrar porque simplesmente achava que não era capaz. Eu sempre fui uma menina agarrada às suas próprias raízes e à família, sentimento esse que se intensificou ainda mais depois de eu sofrer uma perda enorme na  adolescência. Sentia que a minha família, a minha casa, todo o 'meu mundo' era um alicerce poderoso na minha vida e sem ele eu simplesmente ruía.

Por outro lado eu também sempre fui muito de ideias fixas e sempre tive muita garra a correr atrás dos meus objectivos. Na escola eu era aquela rapariga que não se contentava com um suficiente e odiava ficar em último lugar. Isso fez com que eu estabelecesse metas para mim mesma e tentava sempre desafiar os meus próprios limites e ir mais além. Um prova disso, que eu me orgulho imenso, foi quando eu estava a tirar a minha licenciatura em Gestão e eu tinha vários 'génios' na minha turma. Certo dia, tive que fazer um trabalho de final de ano na cadeira de Marketing. O tema que escolhi foi Green Markets e a preocupação das empresas com o meio ambiente e eu tinha que subir a um mini palco, apresentar e defender o meu trabalho. O que é certo é que eu fartei-me de trabalhar e obtive os lucros, nesse dia eu recebi aplausos e tive a única nota máxima, os 20 valores. Tenho que fazer referência que nesse dia eu obriguei-me a esquecer o medo de falar em público.

Infelizmente, devido à grande pressão económica que se está a registar em Portugal e claro à falta de emprego e de oportunidades, eu tive que começar a ponderar em sair de Portugal. Eu estava a ver os anos a passar e eu não tinha conquistas na minha vida, não conseguia avançar com a minha vida e isso estava-me a deixar num loop de frustrações.

Dia 17 de Abril foi a véspera da minha saída de Portugal, esse foi um dia muito difícil para mim. Nesse dia despedi-me da minha mãe com um abraço apertado e com uma lágrima no canto do olho. Nem consigo descrever o que senti nesse abraço, foi uma mistura de sentimentos. Aquela sensação de abraço de despedida, de não saber quando voltará a ser o próximo.
Despedi-me também da minha cadela Shiva. Ah,como aquela cadela é importante para mim, ela é como se fosse o meu totem animal, ela entrou na minha vida numa fase muito complicada para mim e ela, tal como a Deusa Shiva fez-me renascer e tirou-me de uma depressão.

Vim a viagem toda a choramingar, a pensar no que é que eu estava a fazer, a pensar que queria desesperadamente uma 'saída de emergência'. Quando o avião aterrou e eu pus o meu pé em solo Britânico, uma onda de excitação percorreu o meu corpo, como que algo me dissesse que este era o meu lugar. Depois de ir buscar as minhas malas gigantes e ir ter à saída e vi lá o Mário e o Severino à minha espera com um enorme sorriso, foi priceless. Sinto que tudo valeu a pena, foi um leap of faith que deu certo.

Tudo está a dar certo e eu de alguma forma ganhei um novo 'eu'. Sinto-me uma pessoa diferente, mais forte, mais confiante. Se calhar o que eu estava mesmo a precisar para me encontrar era dar aquele salto de confiança e acreditar que eu sou capaz.

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